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Uros

A 3820 metros de altitude, o Lago Titicaca é o mais alto lago navegável do mundo. Está situado na divisa entre Peru e Bolívia, em meio ao altiplano andino. E, na margem peruana do lago, próximo ao município de Puno , um ecossistema todo único cria uma combinação de águas calmas e plantas aquáticas conhecidas como totorasE em meio a esse ecossistema habitam os indígenas Uros, que usam as propriedades das totoras para criarem basicamente tudo que usam. A começar pelo terreno onde vivem: as fantásticas ilhas flutuantes. O piso das ilhas e as construções são todas feitas com esse tipo de palha.

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Estava participando de uma “saída fotográfica” na região da Luz/Bom Retiro.

Quando estávamos fazendo o contorno no Parque da Luz para o nosso destino final na estação, vi um maninho se aproximando e se preparando para pular uma corrente. Mirei a câmera nele e tirei uma foto horrorosa, borrada e com fotometria toda errada. Um fiasco.

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Ele foi se aproximando de mim, e pensei “pronto, arrumei confusão com um cara que não gostou que eu tirei foto”. Ao se aproximar ele começou a falar algumas palavras ininteligíveis, até a hora que ele falou “filma aqui, filma aqui!”. E começou a fazer uma cantoria, muito animado.

Aí então comecei a tirar uma série de fotos, vendo que ele estava à vontade em frente à câmera. Ele terminou, pegou um trocado e foi embora rapidamente. Nunca vou saber o nome desse sujeito, nem o que ele estava fazendo ali com sua caixa de feira na mão.

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Walking Dead

O dia de finados, que é uma homenagem aos mortos, é comemorado em alguns lugares do mundo na forma de uma marcha bem humorada de pessoas fantasiadas de mortos-vivos. A chamada Zombie Walk, originada nos Estados Unidos em 2001, chegou a São Paulo em 2006 e desde então, todo dia 2 de novembro milhares de pessoas se reúnem no centro da cidade para fazer uma marcha atrás de cérebros.

Marcha de zumbis no centro de São Paulo, passando sobre o Viaduto do Chá.

Os participantes não poupam recursos para montar suas fantasias. Sangue falso, máscaras, adereços dos mais variados, maquiagens, lentes de contato coloridas, e até mesmo metros e metros de gaze são usados!

 Acompanhei a turba no trajeto que sai da Praça do Patriarca, cruza o Viaduto do Chá, dá uma volta pelo centro da cidade e vai terminar no Vale do Anhangabaú.

De maneira geral as pessoas são comportadas e vão ao encontro para curtirem as fantasias e incorporarem seus personagens. Aqueles que mais investem nas fantasias fazem até questão de posar para fotos (o que facilitou bastante meu trabalho ali).

“Zumbis” posam para foto.

Participantes incorporam seus personagens durante o evento.

Carros, caminhões e ônibus são praticamente engolidos pela massa, e acabam “pintados” com o sangue falso. Muitos participantes, porém, passam um pouco dos limites. Portões de lojas e bancas, grades, telas, são alvo fácil de socos e chutes, apenas pelo prazer de fazer barulho e sujar bastante de vermelho, além de servirem de poses interessantes para os amigos com câmeras ou celulares.

Caminhão é engolido pela massa de zumbis, e sua lataria é pintada de sangue.

No fim das contas é um evento divertido. Muita bagunça, sujeira, gritos. Acompanhados de muita criatividade.

Nem o bebê escapou!

Zumbi “conquista” o telhado de uma banca de jornais.

Zombie Walk, site oficial: zombiewalksp.com

São Paulo

Novamente, um post sobre o centro da cidade de São Paulo. Já aviso que muitos outros do mesmo tema virão por aí, porque o centro da cidade é uma região com muitas possibilidades de relação entre pessoas, entre pessoas e cidade, e da cidade consigo própria.

And again, another post about the center of São Paulo. I’ll warn you that many other posts about the same subject are about to me made, for the center of this city offers many possibilities of people interacting to each other, people interacting with the city and the city interacting with itself.

Abaixo, mostro duas fotos tiradas na região da Luz. A primeira delas é uma situação cotidiana de rua, mas mostra dois planos bem definidos e contrastantes: o plano superior mostra prédios antigos e elegantes com ricos detalhes e formas em ornamentos. Já o plano inferior mostra um arranjo típico de um centro comercial urbano, com lojas abertas, produtos pendurados e pessoas passando em frente.

I show, below, two pictures taken at Luz district. The first one is an ordinary urban scene, but shows two distinct and contrasting planes: the upper one is formed of old and elegant buildings decorated with rich detalis and shapes. The lower one shows the typical situation at a commercial urban center, with open stores, products hanging everywhere and people passing by.

A segunda imagem mostra o interior da Estação da Luz. Arrumei o ângulo da foto e a composição de modo a favorecer a ideia de que a plataforma e o trem não têm fim. E no primeiro plano me interessou a presença de duas faxineiras conversando.

The second shot shows the Estação da Luz from within. I arranged the scene angle and composition in order to reinforce the ideia of an infinite platform and an infinite train. Also, I was attracted by the two cleaning women in the first plane.

Obra e arte

Nesta cena fui atraído pela coincidente combinação das cores das camisetas, latas e capacetes dos trabalhadores com o desenho na parede ao lado da construção/reforma da escadaria. E há uma metalinguagem engraçada do rolo de tinta desenhado no muro!

In this scene I was attracted by the coincident combination of colors from the workers’ shirts, cans and helms with those of the drawing on a wall just aside the staircase remaking. Additionally, there’s a funny metalanguage of the ink roller drawn on the wall!

Fotografar à noite sob chuva é interessante porque as ruas molhadas criam reflexos adicionais e dão mais brilho à imagem. Nesta imagem, tirada na avenida principal de Campos do Jordão, havia algumas pessoas passando esporadicamente, mas a iluminação da rua era muito fraca, o que me obrigou a aumentar o tempo de exposição. Isso não foi ruim, porque com velocidade baixa as gotas tornam-se riscos, como pode ser visto no brilho da lâmpada da rua, acentuando a sensação de peso da chuva.

O cenário era interessante mas para completá-lo faltava um ator; mas era raro alguém passar do lado que eu estava da calçada, em geral as pessoas passavam na praça ao fundo ou do outro lado da avenida. Quando este senhor se aproximou, notei que a forma do guarda-chuva combinaria (razoavelmente) com o telhado da guarita abandonada, no fundo. Quando os dois se aproximaram na cena, disparei.

Photographing during rainy nights is usually interesting because wet streets and sidewalks add glow and reflex to the image. In this particular scene, taken at the main avenue in Campos do Jordão, there were few people walking and street light was feeble, so I was forced to decrease shutter speed. It showed to be a good thing, because at low speed water drops turn into lines, as it can be seen around the street lamp, increasing the sensation of heavy rain.

The stage was ready, but I was lacking an actor; when this mister came closer, I noticed that the shape of his umbrella would (roughly) match that of the cabin on the second plan. When both were close together I fired the shutter.

Ensaio

Estava passeando com minha namorada e amigos, sem saber que iria presenciar o ensaio para uma apresentação de dança no Auditório Cláudio Santoro, em Campos do Jordão. Tremendo golpe de sorte.

I was walking around with my girfriend and some friends, and didn’t know i would find a rehearsal for a dancing show at Claudio Santoro Auditorium in Campos do Jordão. Tremendous luck.

Senhor andando

Não é que eu tenha seguido esse cidadão, mas ele acabou saindo em duas fotografias minhas de uma mesma tarde, e não só isso, foi o centro de interesse em ambas.

I did not follow this mister around, but he ended being photographed twice in the same afternoon as my subject in both photos.

Parque da Luz

Do lado da Estação da Luz e atrás da Pinacoteca há o Jardim da Luz, que um dia já foi um jardim botânico, passou muitas décadas decadente e imundo, mas hoje em dia é um lugar agradável, em que se encontram pessoas de todos os tipos e idades, entre jovens, velhos, imigrantes latinos (especialmente bolivianos) e prostitutas feiosas, tudo isso em meio a um monte de obras de arte Sem Tìtulo e em meio a uma agradável natureza.

Behind Estação da Luz and Pinacoteca do Estado, in São Paulo, there is the Jardim da Luz (Luz’s Gardens), which was a botanical garden in the past and not long ago had been filthy and decadent. Today, however, it is a pleasant place, in which there is a great variety of people, such as younsters, old men, latin immigrants (especially Bolivians) and ugly prostitutes, everyone among some Untitled pieces of art and a pleasant landscape.

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