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Estava participando de uma “saída fotográfica” na região da Luz/Bom Retiro.

Quando estávamos fazendo o contorno no Parque da Luz para o nosso destino final na estação, vi um maninho se aproximando e se preparando para pular uma corrente. Mirei a câmera nele e tirei uma foto horrorosa, borrada e com fotometria toda errada. Um fiasco.

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Ele foi se aproximando de mim, e pensei “pronto, arrumei confusão com um cara que não gostou que eu tirei foto”. Ao se aproximar ele começou a falar algumas palavras ininteligíveis, até a hora que ele falou “filma aqui, filma aqui!”. E começou a fazer uma cantoria, muito animado.

Aí então comecei a tirar uma série de fotos, vendo que ele estava à vontade em frente à câmera. Ele terminou, pegou um trocado e foi embora rapidamente. Nunca vou saber o nome desse sujeito, nem o que ele estava fazendo ali com sua caixa de feira na mão.

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Walking Dead

O dia de finados, que é uma homenagem aos mortos, é comemorado em alguns lugares do mundo na forma de uma marcha bem humorada de pessoas fantasiadas de mortos-vivos. A chamada Zombie Walk, originada nos Estados Unidos em 2001, chegou a São Paulo em 2006 e desde então, todo dia 2 de novembro milhares de pessoas se reúnem no centro da cidade para fazer uma marcha atrás de cérebros.

Marcha de zumbis no centro de São Paulo, passando sobre o Viaduto do Chá.

Os participantes não poupam recursos para montar suas fantasias. Sangue falso, máscaras, adereços dos mais variados, maquiagens, lentes de contato coloridas, e até mesmo metros e metros de gaze são usados!

 Acompanhei a turba no trajeto que sai da Praça do Patriarca, cruza o Viaduto do Chá, dá uma volta pelo centro da cidade e vai terminar no Vale do Anhangabaú.

De maneira geral as pessoas são comportadas e vão ao encontro para curtirem as fantasias e incorporarem seus personagens. Aqueles que mais investem nas fantasias fazem até questão de posar para fotos (o que facilitou bastante meu trabalho ali).

“Zumbis” posam para foto.

Participantes incorporam seus personagens durante o evento.

Carros, caminhões e ônibus são praticamente engolidos pela massa, e acabam “pintados” com o sangue falso. Muitos participantes, porém, passam um pouco dos limites. Portões de lojas e bancas, grades, telas, são alvo fácil de socos e chutes, apenas pelo prazer de fazer barulho e sujar bastante de vermelho, além de servirem de poses interessantes para os amigos com câmeras ou celulares.

Caminhão é engolido pela massa de zumbis, e sua lataria é pintada de sangue.

No fim das contas é um evento divertido. Muita bagunça, sujeira, gritos. Acompanhados de muita criatividade.

Nem o bebê escapou!

Zumbi “conquista” o telhado de uma banca de jornais.

Zombie Walk, site oficial: zombiewalksp.com

São Paulo

Novamente, um post sobre o centro da cidade de São Paulo. Já aviso que muitos outros do mesmo tema virão por aí, porque o centro da cidade é uma região com muitas possibilidades de relação entre pessoas, entre pessoas e cidade, e da cidade consigo própria.

And again, another post about the center of São Paulo. I’ll warn you that many other posts about the same subject are about to me made, for the center of this city offers many possibilities of people interacting to each other, people interacting with the city and the city interacting with itself.

Abaixo, mostro duas fotos tiradas na região da Luz. A primeira delas é uma situação cotidiana de rua, mas mostra dois planos bem definidos e contrastantes: o plano superior mostra prédios antigos e elegantes com ricos detalhes e formas em ornamentos. Já o plano inferior mostra um arranjo típico de um centro comercial urbano, com lojas abertas, produtos pendurados e pessoas passando em frente.

I show, below, two pictures taken at Luz district. The first one is an ordinary urban scene, but shows two distinct and contrasting planes: the upper one is formed of old and elegant buildings decorated with rich detalis and shapes. The lower one shows the typical situation at a commercial urban center, with open stores, products hanging everywhere and people passing by.

A segunda imagem mostra o interior da Estação da Luz. Arrumei o ângulo da foto e a composição de modo a favorecer a ideia de que a plataforma e o trem não têm fim. E no primeiro plano me interessou a presença de duas faxineiras conversando.

The second shot shows the Estação da Luz from within. I arranged the scene angle and composition in order to reinforce the ideia of an infinite platform and an infinite train. Also, I was attracted by the two cleaning women in the first plane.

Júlio Prestes

Cenas urbanas de São Paulo.

Urban scenes in São Paulo.

Um conjunto de fotos de prédios e estátuas no centro do Rio de Janeiro. O objetivo aqui é botar lado a lado o moderno e o antigo, mostrando fortes constrastes não apenas no aspecto físico das coisas, mas também nas diferentes sensações que cada uma delas transmite isoladamente e colocadas juntas. Na última foto, um estudo de linhas curvas numa rampa em direção a uma escadaria.

A set of building photographs from Rio de Janeiro’s city center. The objective was to juxtapose antique and modern, showing thins kind of contrast not only in a physical manner, but also comparing the sensations that each of these things pass to the viewer on their own and together. The last picture is a study on lines and curves in a ramp towards a staircase.

 

 

Fotos aleatórias nas ruas

Menina correndo para atravessar a rua à noite. / A girl running while crossing the street at night.

 

Prédios do centro de São Paulo. / Buildings at São Paulo's city center.

Homem aguarda sua vez de fotografar durante exposição no Centro Cultural Banco do Brasil. / A man waits for his turn to take pictures at the Centro Cultural Banco do Brasil (São Paulo).

 

Essa é a Travessa do Comércio, no centro histórico do Rio de Janeiro. Imagino que na época colonial este lugar tenha sido bastante agitado, com multidões andando, junto de cavalos e burros de carga. Senhores comprando e vendendo escravos, mercantes vendendo vários tipos de produtos.

This is Travessa do Comércio (Commerce Alley), at the historical center of Rio de Janeiro. In colonial times this may have been an intense and busy place, crowded and full of horses and cargo donkeys. Lords buying and selling slaves, merchants selling all kinds of stuff.

Hoje em dia essa é apenas uma travessa tranquila no centro da cidade. Não são multidões que passam por ali. No entanto, ainda há lojas e vários restaurantes.

In present times this is a peaceful alley within the core of the city. It is not crowded, although there are several stores, boutiques and restaurants.

 

Prédios

Quem mora em cidades grandes está acostumado com esse tema, principalmente se morar em metrópoles. Basta olhar pela janela para se deparar com centenas deles. Estes, em particular, são alguns dos prédios do centro da cidade de São Paulo. Aliás, recomendo um passeio por lá se tiverem a oportunidade, porque o lugar tem seu charme.

Who lives in big cities is used to this subject – buildings – especially if one lives in a huge metropolis. You just have to look through the window to view hundreds of them. These ones from the photograph are some of the buildings at São Paulo city center. I recommend taking a walking tour in there if you have the chance, because it is – at least for me – a very charming place.

Mania esquisita

Acabei de voltar de uma semana no Rio de Janeiro, trazendo muitas fotos e algumas histórias para contar. Andando pelas ruas do Rio, nota-se que os cariocas têm a mania estranha de falarem sozinhos. Não estão com fones, nem celular, nem um ponto no ouvido. Eles simplesmente conversam consigo próprios, às vezes ranzinzando, às vezes pensando alto. Alguns cantam sem um rádio junto, o que é mais compreensível, mas essa de eles conversarem sozinhos é no mínimo engraçado.

I’m back from a week touring in Rio de Janeiro, bringing back many photographs and some stories to tell. Walking on Rio’s streets, it is pretty noticeable that the Cariocas have the strange habit of talking to themselves. They don’t have earphones, nor mobile phones, nothing. They just talk alone, sometimes cursing, sometimes just thinking out loud. Some even sing without a radio, which is reasonable, but this habit of talking to themselves is very funny.

Sobre a foto: cena dark, para condizer com o dia cinzento e escuro que fazia, num beco escuro e vazio ao lado de uma construção cinzenta de pedra.  E, nela, um senhor negro… falando sozinho!

About the photo: dark scene, to cope with the grey and overcast day, at a dark and empty alley beside a historical stone building. Sitting on the stairs, a black man… talking to himself!

Um domingo de manhã, para muitas pessoas, é um momento inexistente. Geralmente o domingo começa pra lá do meio dia, afinal até Deus mereceu um descanso no sétimo dia, então nada mais justo do que dormir MUITO. Maaaaas, se você tiver certa disposição, vai ver que o domingo de manhã proporciona tranqüilidade até mesmo nos lugares mais caóticos. Certa vez fui num domingo pela manhã ao centro de São Paulo; durante a semana é geralmente muito abarrotado de gente e carros, mas desta vez estava uma paz… A Rua Santa Ifigênia vazia é algo que as pessoas não acreditariam ver um dia. E esta rua começa no Largo Santa Ifigênia, que tem uma simpática igreja gótica na esquina.

To many people, Sunday mornings don’t exist. Sundays usually start past noon, after all, even God deserved a rest in the seventh day, and so it is really fair to use this day to sleep A LOT. Buuuut, if you have strength of will, you’ll notice that Sunday mornings infill with tranquility even the most chaotic places. One day I went to downtown São Paulo on a Sunday morning; during the week it is usually crowded like hell with people and cars, but this time it was such a peace… An empty Santa Ifigênia street is something that people wouldn’t believe existing. This street starts at Santa Ifigênia Square, with a fancy gothic church in the corner.

Igreja Santa Ifigênia em meio à cidade. / Santa Ifigenia Church amidst the city.

Pomba / Pigeon

Igreja Santa Ifigênia / Santa Ifigenia Church

Beatas / Devouts

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