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Assoprador

Eu não sei exatamente qual a função desse cidadão na obra. Ele usa esse tubo para assoprar a lama, tentando limpar a superfície. Mas a lama continua pulando para todos os lados, e no fim das contas a superfície continua super suja.

I don’t know exactly what’s the role of this guy at the construction site. He uses this tube to blow the mud away, trying to clean up the surface. But the mud keeps on spreading, and in the end the surface keeps very dirty.

 

Homem de laranja

… que, no caso, é um peão de obra vestindo o uniforme padrão das baixas hierarquias da construção civil. Efeito interessante essas placas seguras por mega parafusos metálicos.

An man in orange, which is a worker wearing the orange uniform that is the standard for the low hierarchic levels of civil construction. I like the effect of the boards being held by these large metallic bolts.


Mais uma obra

Um pouco mais de fotos de obra. Esta, de outra perfuração de uma fundação chamada estaca-raiz. Tubos metálicos sendo cravados com a perfuratriz para em seguida serem preenchidos por concreto que vai servir de fundação para um viaduto.

Some more construction photographs. This one is from the excavation of a foundation named “pile”. Metallic tubes are driven with the rotary machine and filled with pressurized concrete, to serve as deep foundation to a viaduct.


Gotas de lama

Podem ser só umas gotas d’água pingando sobre uma poça lamacenta. Mas que o desenho que se cria é bonito, pelo menos pra mim é.

Maybe it’s only droplets falling into a muddy pool. But at least for me, these are really nice shapes.



O Mundo Laranja

A Fê Matsumoto olhou para as fotos que eu tiro nas obras e falou: “puxa, esses laranjinhas até que são fotogênicos!”

Fê Matsumoto looked at the worksite pictures within my collection and said: “wow, these orange guys are sorta photogenic!”

O homem que leva a obra nas costas / The man who does the whole construction by himself

A vida de peão de obra é dura. Acordar cedo, trabalhar que nem um camelo carregando coisas, na maior parte das vezes sob o sol quente, ganhando pouco. A maior parte deles reclama bastante do salário, mas gastam praticamente tudo o que ganham por mês com jogo, bebida e mulheres.

It ain’t easy, a grinder’s life. Waking up really early, working like a camel lifting and carrying stuff, most of the time under the sun, earning too little a month. Most of them are always complaining about their salaries, but they spend almost their whole wage with gamble, drink and prostitution.


Talvez um dia eu faça um livro sobre eles. Por enquanto, aqui vai uma compilação de fotos dos laranjinhas em algumas das obras que freqüento:

Maybe one day I’ll write a book about them. Until then, I’ll show you a photo collection of the orange guys from the sites I go to.

Belford Roxo

Como eu já havia postado antes, Belford Roxo não é lá dos lugares mais agradáveis. Mas cenas urbanas sempre são suscetíveis a se tornarem boas fotografias. Essa obra fica do lado de uma linha férrea, entre as estações Coelho da Rocha e Agostinho Porto. Não recomendo ir lá a passeio.

As I’d posted before, Belford Roxo ain’t a pleasing place to be at. However, the urban environment has the potential to provide plentiful of good pictures. This construction site is located beside a railroad, between Coelho da Rocha and Agostinho Porto stations. I don’t recommend touring around this place.

Pilares / Pillars

Belford Roxo


Linha férrea / Railroad

Tenho certa atração por passarelas / I got a certain attraction for footbridges

Ir para a obra em Belford Roxo é algo totalmente ingrato: horas de estrada para ir a uma obra no meio da favela, entrar em 1 ou 2 tubulões a ar comprimido, passar um calor de mais de 40 graus fora do tubulão e mais ou menos 60 graus dentro dele, e ainda ter que lidar com um pessoal de obra turrão, preguiçoso e corrupto, em seguida pegar mais horas de estrada para voltar pra casa.

Mas certa vez meu colega me convenceu a ir pra essa obra no primeiro horário (umas 7h), assim que os primeiros raios de sol tocavam os prédios. As cenas que presenciei ali compensaram o sono e a amargura dessa obra.

Going to the construction site in Belford Roxo is a very unpleasant thing to do: spending hours on the road to reach a site in the middle of a slum, get inside 1 or 2 compressed air shafts, be under an over 40ºC heat outside of the shaft and about 60ºC inside of it. To make things better, the workers in these sites are usually stubborn, lazy and corrupt. Then several more hours on the road on the way back home.

But one day my colleague convinced me to go to this construction site really early in the morning (around 7 a.m.), just when the first rays of light were touching the buildings. The photographs I took compensated the pain of being there.

Linha para Queimados / Bus line to Queimados

Cores quentes da manhã / Warm morning colors

O surgimento da força de trabalho / The rising workforce

Chuva!

E lá estava eu voltando de uma obra quando vi o céu ficar cinza escuro adiante. Estava com um colega de trabalho, paramos num restaurante na estrada e entramos no estabelecimento alguns segundos antes de começar o que foi praticamente o primeiro furacão em solo brasileiro (exagero, claro, mas estava tempesate e muito vento). Depois da calamidade passou a cair “apenas” uma chuva pesada. Saindo do restaurante vi as luzes dos carros refletindo nas poças d’água e fui tentar tirar fotos de pessoas correndo para o abrigo.

There I was coming back from the construction site when I noticed a dark-gray sky ahead. I was with my work colleague, and we stopped at a restaurant by the road and got in there few seconds before the start of what could be considered the first hurricane on Brazilian soil (this is an overstatement, nonetheless we had heavy storm and strong wind). After the calamity there was “just” heavy rain. Leaving the restaurant I saw the reflections from the cars’ lights in the water pools and tried to take a picture from people running to take shelter.

Haja água! / So much water!

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